Para cada soldado
Vejo a coragem nos olhos
Uns mais outros menos
Confio no escudo de cada um, mas no que mais confio é na espada
Que quando os escravos-soldados se aproximam
Corta a lâmina sem perdão
Os mais acovardados empenham suas flechas e não vão corpo a corpo
Porque sabem que a sua morte é certa
Ao final do dia que amanhecerá claro terminará escura cor sangue dos pilhados ao chão da praia
Manhã seguinte nós avistamos fardas escuras
Tambor fúnebre
Não era percebido o calor dos seus corpos, pois não possuíam coração
Era só carcaça, mas tinha alma
Muito obscura
Esse dia sim teve baixas
Posso ser capitão, talvez um general
Mas o que mais quero é voltar a Pólis triunfantemente.
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