sábado, 30 de julho de 2011

A palavra

Mas a idéia é tão constante
Que vejo atentamente que hoje em dia
A palavra de honra foi se perdendo
O ter tomou o lugar e trono do ser
Não use de palavras e sentimentos baixos
Não seja igual ao outro ou aos outros
Isso torna identidade e personalidade
Eu não ando na moda é diferente ser assim?
Acho que não porque tenho meu próprio pensamento
Isso é ter ideologia
Use a palavra, pode selar qualquer compromisso.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Walking..

Não olho pra trás
Caminho vendo o futuro
Mesmo que ainda não me pertença
Não ando na linha
Mas sigo sempre pelo direito
Corro para quebrar o obstáculo
Além de não querer ficar em ultimo
Muito menos ser o segundo

O resto

Meu quarto pode ser bagunçado
Mas minhas idéias sempre estão no lugar
Não estão jogadas em uma gaveta
Nem arquivadas
Mas...
Sempre acho a forma certa de “puxar”
As palavras de forma coerente
Sem erro nem correção
O resto eu acho no meio dos papéis pela estante.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Alcance

Entre os estilhaços
Eu procuro os sobreviventes
Não foi uma catástrofe dessa vez não
Foram sós as palavras
Mal intencionadas
Que fizeram vitimas
Eu puxei o braço da indefesa senhora
Trouxe a de volta do pesadelo
Havia uma chaga em sua cabeça
Quando afirmei que estava tudo bem, desapareceu... como a areia fina por entre os dedos da mão
Sempre levo comigo uma garrafa...
Suavizei a garganta da anciã que logo voltou a falar
Simples gesto mostrou os dentes
Continuei a caminhar pela a estrada e ajudar os que vagam pelo caminho

quinta-feira, 21 de julho de 2011

o que realmente importa...

A idade chega
E o que importa não é
Não termos os ponteiros na mão
Para podermos agarrá-los com toda a força
Mesmo que o sol segue os olhos
Ainda enxergo como se tivesse aberto meus olhos pela primeira vez
E
Enxergado o mundo
Com um pouco mais de esperança e vontade
Do que hoje em dia
Todos nós caminhamos
Mas nem todos sabem onde querem chegar
Por isso guie-se com uma bussola
Eu...
Uso mapa, basta achar o X

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Retorno

Contra ferro
Existe o fogo
É como a água que tanto bate à pedra
Logo a vence
É normal, alguém tem que vencer
E alguém... Tem de ceder
Mesmo suando e ferido
Não me dou por vencido
Resisto até o ultimo assalto e ao ultimo soco
Não caio como um fraco
Ajoelho-me igual a touro
Vou até o talo
E mesmo que o caminho não tenha volta
Redireciono sem medo de mais uma vez errar.

domingo, 3 de julho de 2011

Não existe rotina

Quando o sono bate
É tão simples fechar os olhos e dormir
Acorda no dia seguinte
Batendo o celular para desligar o despertador
É tudo tão corriqueiro que não se importa com a rotina
Mas não há mesmice em seu dia
Pois todo dia é uma batalha
Umas perdidas e outras vencidas
Mas a guerra ainda esta longe de terminar
Porque o soldado só para de disparar seu rifle
Quando não há mais balas
Ou quando as mãos cansam de puxar o gatilho.

sábado, 2 de julho de 2011

A idéia

A idéia corre solta sobre meu pensamento
Às vezes ela desce pelo meu braço
E dali sai um texto ou uma crônica
Nada é planejado
É tudo de improviso
Mas o imprevisto ocorre
De nada sei só escrevo e depois leio
Ao natural as palavras surgem
Um poema ou conto
Nada é certo
Porque na vida certo fato não possui lógica
Além de que a lógica nem sempre coexiste em razão.

Aprender

Melhor guiar-se pela razão
Do que pela emoção
Pela duvida
Agimos precipitadamente
Toma-se o rumo errado
No qual a estrada não tem retorno
Pedir desculpas não adianta mais
Então...
É preciso pensar duas vezes
E depois falar
Mas se não existe outro caminho
Há de doerem, as cicatrizes ficam
E nada mais pode ser feito.

Na ponta da lança

Misture-me na areia com cimento
Faça assentar o tijolo na parede
Maciço e impermeável
Para que as balas lá do morro
Não atravessem
E nem a bola que os pequenos
Brincam na rua possam derrubar
Compacto o suficiente
Para que o minuano não faça voar como papel
E que o tsunami
Saiba que a areia é ferrenha como
O facão do lanceiro negro.

Contestar

Não se deve olhar para trás
Tanto pra não recordar do que passou
E porque o futuro sempre esta a frente dos olhos
Tanto que quem anda para trás é caranguejo
Então... Gostaria de se comparar com um?
Eu não
Pois sigo a minha ideologia
Muito contestado sei que posso ser
Mas não mudo de opinião como um polvo muda de cor para “fugir” dos predadores
Pois nesse terreno não somos a caça
Mas sim quem aponta o rifle e dispara contra a refeição.

Pela cegueira..

Talvez eu descubra o que quero saber
Pode o tempo demorar pra responder
Mas há de ter calma
Pois tudo ocorre no minuto certo
E não quando queremos
Porque o nosso tempo é corrido
E a pressa
Pode acarretar na resposta equivocada
E não naquilo que gostaríamos de saber
Por isso espere e veja
Pois ver, prova toda a verdade
Que esta muitas vezes longe do nosso alcance
Que cegos pela emoção não notamos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O jogo

Entre o tudo e o nada
Eu sempre escolho o inicio
Porque é ele que determina o meio e o fim
Se começa errado
Não termina nada bem
Do contrario o mesmo
Mas...
O mais importante na verdade é o meio
Pois nele
O jogo pode virar e o mar de rosas
Transforma-se em incêndio
Que água mineral alguma
Tem poder de apagar.

Embaralhado

Jogue-me ao meio do baralho
Como se fosse uma carta
Embaralhe bem
Faça perder-me no meio dos reis
E acima de tudo
Corte-me ao meio como se se separa o monte de cartas
Mas não se esqueça que como o coringa
Posso imitar qualquer personagem
Virar a partida e deixar a banca sem fichas.

Era só mais um

Ajoelhado, ele sabia que tinha feito um grande equivoco sem muito pensar pediu perdão ao rei que outrora castigava ladrões sem pensar duas vezes, mas dessa vez agiu diferente.
Pensou com coerência, anos e anos “julgando” jovens camponeses, pobres plebeus que mal tinham grãos para plantar recorriam ao furto, coçou a barba olhou nos olhos do jovem cheios de lagrimas e nervosismo preso ao corpo apontou o dedo em seu rosto, pediu-lhe que tomasse um banho, tirasse a barba e que dali para diante serviria fielmente ao reino teria direito a comida e caso roubasse mais uma vez, a decisão será diferente.
O rapaz recompondo-se das lagrimas agradeceu a generosidade do rei prometeu ser o mais fiel, complementou dizendo que a necessidade de alimentar sua família o fez cometer tamanha infração e que dali pra frente isso não iria mais ocorrer.

O mais difícil...

Gostaria de parar o tempo
Enquanto olho firmemente eu seus olhos
Talvez eu tenha força o suficiente
Para segurar os ponteiros
Pode ter certeza que se me pedir
Puxo o céu para perto de sua janela
Assim pode ver a lua e as estrelas mais de perto
Mas também posso voltar a casa
E buscar minha luneta
Mas prefiro o mais difícil
Uso de toda minha força e puxo o céu mais perto
Abaixo das estrelas falo o que queres escutar, pego em sua mão beijo tua boca tiro o teu ar.

Questione-me

Eu respondo tudo o que me perguntares
Assim descubro o que queres saber
Fale de seus segredos
Abra o livro do seu pensamento
Deixe-me eu ler
Mas logo o feche
Pois não quero saber tudo de uma vez só
Aos poucos é melhor...
Além de que uma boa leitura deve ser feita devagar mente
Mas não enjoaria de ler-te
Quero buscar todos os dias novidades
Tuas palavras me prendem de um modo tão natural que confesso estar gostando.

Ao vivo e a cores

Tudo o que quero consolido com palavras
Ou na ponta de minha espada
Ambas jamais me deixaram sem resposta
E sempre me levam ao resultado esperado
Algumas vezes posso perder
Mas sou um excelente vencedor
Minha rima é direta sem rodeio sem recado
Direto ao ponto sempre vou
Porque deve ser direto
Nada de muito enceno
Porque a vida não é um teatro
Mas sim um livro ao vivo e a cores.

Junto a ti

Na janela do ônibus que vai em direção
Ao litoral
Meu coração esta comigo
Mas meu pensamento esta em você
E em todos os km me distancio, mas estou cada vez mais perto do ponto de partida
Digamos assim
Foi naquele bar que nos conhecemos
Lembro bem disso
Algo interessante é que eu não me privo de minhas vontades, pois uma delas é ter você junto a mim
Por isso desço na estrada faço o retorno e pego uma carona de volta a cidade
Para mais uma vez estar em tua presença.